Livros no Blurb

domingo, 31 de janeiro de 2010

Animais, plantas e paisagens de Portugal 26

Lontra (Lutra lutra)


A lontra é o maior mustelídeo da nossa fauna, sendo que desta família fazem parte animais como o texugo (Meles meles), a fuinha (Martes foina), o toirão (Mustela putorius) e a doninha (Mustela nivalis). Pode atingir o metro e meio de comprimento e pesar cerca de 17 kg. À imagem dos restantes elementos desta família possui um corpo alongado e patas relativamente curtas. Para além disso, esta espécie evidencia adaptações específicas ao meio aquático como sejam membranas interdigitais bem desenvolvidas e olhos e nariz em posição bastante alta. Tem uma coloração acastanhada na face dorsal e esbranquiçada ventralmente. Os pavilhões auriculares são diminutos e a cauda comprida. Possui um abrigo permanente com uma entrada subaquática e pontos de descanso por entre a vegetação das margens. Está activa durante a noite.
Os seus dejectos têm forma, composição e odor característicos e são depositados em locais proeminentes (sobre rochas emergentes, troncos, etc.). Constituem marcas territoriais e sinais inequívocos da sua presença. Alimenta-se fundamentalmente de peixe embora possa também predar sobre pequenos mamíferos, anfíbios, invertebrados e aves aquáticas.
Ocorre em todo o território português e, a nível mundial, distribui-se pela Europa, pelo Norte de África e grande parte do continente asiático.
Frequenta ambientes como albufeiras, lagoas costeiras, estuários, arrozais, rios e ribeiros e alguns troços de costa rochosa. Em Portugal existe uma população marinha localizada na costa sudoeste alentejana e costa ocidental algarvia.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Chanson

Lorsque la coquette Espérance
Nous pousse le coude en passant,
Puis à tire-d'aile s'élance,
Et se retourne en souriant;

Où va l'homme? Où son coeur l'appelle.
L'hirondelle suit le zéphyr,
Et moins légère est l'hirondelle
Que l'homme qui suit son désir.

Ah! fugitive enchanteresse,
Sais-tu seulement ton chemin?
Faut-il donc que le vieux Destin
Ait une si jeune maîtresse!

Alfred de Musset (Les Nuits)

sábado, 19 de dezembro de 2009

(Photographers' Institute Press, 2009)


Para quem gosta de fotografia, em especial para os entusiastas da fotografia de natureza, este livro é uma óptima aquisição. Fala do equipamento, das técnicas, da composição e da fotografia da vida selvagem in the field. Apresenta ainda um capítulo sobre a manipulação digital das imagens. Ao longo do livro são fornecidas variadas e úteis dicas sobre os mais diversos assuntos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Os meus livros 33

Capa do livro Canadas. Uma Quinta do Interior Beirão (Blurb, 2009)














Uma amostra diversificada do miolo do livro e dos seus principais capítulos


Este livro é fruto de um projecto pessoal há muito pensado, realizado com recurso às novas tecnologias de produção e edição. Com efeito, hoje já é possível, recorrendo à internet, qualquer pessoa produzir um livro de qualidade, com várias hipóteses de encadernação e de qualidade de papel.
Este é o primeiro do que eu espero venha a ser uma longa lista de projectos pessoais baseados em fotografia e texto, editados recorrendo ao serviço Blurb.com. Procurei dar uma imagem tanto quanto possível fidedigna do que é a propriedade de que eu e os meus irmãos herdámos dos nossos pais e que tenho vindo a gerir desde 1992. A quinta das Canadas situa-se no concelho de Trancoso e tem cerca de 50 hectares.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

In Portugal

While the utterly opposed characters of the two peoples must probably render the divorce between Spain and Portugal eternal and reduce hopes of union to the idle dreams of politicians, Portugal in itself contains an infinite variety — the charnecas and cornlands of Alemtejo; the hills and moors, pinewoods, corkwoods and olives of Extremadura; the red soil and faint blue mountains of Algarve, with its figs and carobs and palms, and little sandy fishing-bays; the clear streams and high massive ranges and chimneyless granite villages of Beira Baixa and Beira Alta; the vines and sand-dunes and ricegrowing alagadiços of Douro; the wooded hills, mountain valleys, flowery meadows and transparent streams and rivers of rainy Minho, with its white and grey scattered houses, its crosses and shrines and chapels, its maize-fields and orchards and tree- or granite-propped vines; and, finally, remote inaccessible Traz-os-Montes, bounded on two sides by Spain, on the South by the Douro, to which its rivers of Spanish origin, Tâmega, Tua, Sabor, flow through its range on range of bare mountains, with precipitous ravines and yellow-brown clustered villages among olives, chestnuts and rye. Each of the eight provinces (more especially those of the alemtejanos minhotos and beirões) preserves many peculiarities of language, customs and dress; and each, in return for hardships endured, will give to the traveller many a day of delight and interest.

Aubrey F. G. Bell (Preface, 1912)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Beira e as Beiras

Com efeito, considerada no seu conspecto geográfico, a Beira enfeixa e gradua em si as sete cores do arco-íris das paisagens de Portugal. "A confluência numa extensa região central de todas as paisagens do País, eis a Beira", disse um dos escritores portugueses que melhor conheceram e mais amaram a sua terra, Raul Proença. E um geógrafo que viajou repetidamente no País, buscando sempre o que nele havia de diverso e de comum, Silva Teles, observou também que a Beira representa uma súmula dos caracteres geográficos de todo o território nacional. A noroeste, a orla de Oliveira de Azeméis e do vale do Cambra, parece o pórtico do Minho; há uma profunda semelhança de fisionomia entre a Beira setentrional e o Além-Douro transmontano, conjunto de caracteres físicos e económicos a que já no final da Idade Média se chamava a Riba-Douro; na região da ria de Aveiro com seus cordões litorais e horizontes fluidos, há qualquer coisa de alado e luminoso, do cenário pré-mediterrâneo do Algarve; já as regiões da Beira meridional se estendem num átrio, por onde se entra gradualmente na Estremadura e no Alentejo.

Jaime Cortesão (Portugal — A Terra e o Homem)