E eis-te no fim do mundo,
Costa verde e vermelha de Timor!
Mas que divina, extraordinária cor
A do teu céu, a do teu mar profundo!
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É de oiro a manhã de Díli,
Trila a distância o corlíli
Na frescura dos ribeiros.
Sussurra perpetuamente
A verde sombra premente
Dos salgueiros.
As cacôacs, de alegria,
Animam a romaria,
Quasi se afoga e desmaia
Na doçura langurosa
Da flor pálida e nervosa
Da papaia.
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Alberto Osório de Castro (A Ilha Verde e Vermelha de Timor, 1943)